Pensando e Rabiscando


Terceiro Sermão no Natal do Senhor

   Meus amigos, reproduzo logo abaixo trechos do sermão que se intitula " Terceiro Sermão no Natal do Senhor " , de  São  Leão Magno (400 d.C.)   

   Dificuldade para falar apropriadamente do mistério da encarnação. Como as duas naturezas se uniram em Jesus

   Caríssimos, certamente conheceis e frequentemente ouviste tudo o que diz respeito ao mistério solenemente celebrado hoje; Mas, como essa luz visível é um prazer para os olhos dos sãos, assim o nascimento do Salvador traz uma alegria eterna aos corações puros, motivo pelo qual nunca devemos esquecê-lo, embora não possais explicá-lo adequadamente. Porque cremos que as palavras "quem relatará sua geração"? se referem não só ao mistério segundo o qual o Filho de Deus é co-eterno com o Pai, mas também ao nascimento pelo qual o Verbo se fez carne.

   Deus, pois, Filho de Deus, igual ao Pai e tendo do Pai a mesma natureza que o Pai, Criador e Senhor do universo, no curso dos tempos, que se escoam como ele mesmo dispôs, escolheu esse dia para nascer da bem-aventurada Virgem Maria para a salvação do mundo. Assim agindo, ele deixou intacta a virgindade de sua mãe, virgindade que, não fora violada por esse nascimento, não fora profanada pela concepção, a fim de que se cumprisse, como diz o evangelista, o que o Senhor tinha dito pelo profeta Isaías: "Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho, e o chamarão com o nome de Emanuel, o que, traduzindo, significa "Deus conosco". Com efeito, por esse admirável nascimento, a virgem santa pôs no mundo uma única pessoa, verdadeiramente humana e verdadeiramente divina, porque as duas substâncias não conservaram suas propriedades de tal maneira que se possa fazer nelas distinção de pessoas; nem se pode dizer que a criatura tenha sido tornada e associada a seu Criador de tal forma que ele fosse o habitante e ela a habitação, mas de modo que uma natureza se misturasse a outra e, embora seja uma a recebida, e a outra a que recebe, a sua diversidade se encontra em tal unidade que é um só e mesmo Filho que, enquanto verdadeiro homem, se diz inferior ao Pai e, enquanto verdadeiro Deus, se declara igual ao Pai.

 

   Relação do Filho encarnado com o Pai: ele lhe é inferior segundo sua humanidade, e igual segundo sua divindade

   Caríssimos, essa unidade, na qual a criatura está estreitamente unida ao Criador, a cegueira dos arianos não pôde vê-la com os olhos da inteligência, porque, não crendo que o Filho único de Deus tem a mesma glória e é da mesma substância que o Pai, disseram que a divindade do Filho é menor, argumentando daquilo que deveria ser se referido à condição de servo ; ora, o próprio Filho de Deus, para mostrar que esta condição não era de uma pessoa distinta ou diferente, diz, nessa condição: " O Pai é maior do que eu", e na mesma condição: "O Pai e eu somos um". Com efeito, na condição de servo, que ele tomou para nos renovar, ele é inferior ao Pai, mas na condição de Deus, que era a sua antes dos séculos, ele é igual ao Pai. Em seu abaixamento humano, ele se tornou filho de mulher sujeito à Lei, mas em sua majestade divina, ele permanece o Verbo de Deus, pelo qual todas as coisas foram feitas.

 

   Resposta aos que se queixam da demora da encarnação

   Que cessem, pois, as queixas daqueles que, com ímpias murmurações, criticam o planos divinos, alegando como pretexto o retardamento do nascimento do Senhor, como se o que se realizou na última idade do mundo não tivesse sido em benefício também dos séculos passados.

   Com efeito, o que a encarnação do Verbo trouxe dizia respeito ao passado como ao futuro, e nenhuma época, por mais recuada que seja, foi privada do sacramento da salvação dos homens. O que os apóstolos pregaram é o que os profetas tinham anunciado, não se podendo dizer que foi cumprido tardiamente o que sempre foi criado. Pois Deus, em sua sabedoria e bondade, diferenciando a obra da salvação, nos tornou mais aptos para responder ao seu apelo; porque o que tinha sido predito por muitos sinais, por muitas palavras e por muitos ritos figurativos não podia ser ambíguo nos dias do Evangelho. E o nascimento do Salvador, que ultrapassará os milagres e toda capacidade de entendimento humano, geraria em nós uma fé tanto mais firme  quanto mais antigos e frequentes tinham sido os anúncios que a precederam. Não é, pois, verdade que Deus proveu as coisas humanas mudando de desígnio e movido por uma misericórdia tardia, uma vez que, desde a criação do mundo, ele decretou para todos uma só e mesma via de salvação. Com efeito, a graça de Deus, fonte constante e universal de justificação dos santos, crescem, e não começou quando Cristo nasceu. Esse mistério de um grande amor, que agora enche o mundo inteiro, foi tão poderoso, também em seus sinais precursores, que aqueles que acreditaram quando ele era prometido não foram menos beneficiados do que aqueles que o receberam quando ele foi dado.

          Leão Magno. Sermões. Paulus Editora P. 44-48. 



Escrito por José luiz às 16h44
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   No Brasil de Lula, onde " o mensalão é folclore" e a tramóia pega o nome de negociação, os candidatos viram marionetes devidamente orientados por marqueteiros especializados em esconder os defeitos dos seus candidatos.

   Agora só me resta torcer pelo segundo turno. 



Escrito por José luiz às 22h33
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Surrexit

                                  Rui Barbosa

   Ressurgir! Toda a doçura e todo o vigor da fé se resumem nesta palavra. É a flor do Calvário, a flor da cruz. O tremendo horror daquele martírio tenebroso desabotoa neste sorriso, e a humanidade renasce todos os anos a esse raio de bondade, como a formosura da terra à alegria indizível da manhã, o prelúdio do sol, o grande benfeitor das coisas. O homem, cercado pela morte de todos os lados, não podia conceber este ideal de eternidade, se não fosse por uma réstia do seu mistério radiante, divinamente revelado às criaturas. Nossos sonhos não inventam: variam apenas os elementos da experiência, as formas da natureza. Tem a fantasia dos viventes apenas uma palheta: a das tintas, que o espetáculo do universo lhes imprimem na retina. E no universo, tudo cai, tudo passa, tudo se esvai, tudo finda.  Nesse desbotar, nesse perecer de tudo, não havia o matiz, de que se debuxou um dia, na consciência humana, o horizonte da ressurreição.

   Ressurgir! Digam aqueles que têm amado, e sentiram a sombra da agonia progetar-se no semblante de um ente estremecido, qual a impressão que lhe transpassava o seio nesses momentos de infinita amargura.  Digam os que fecharam os olhos a seus pais, a seus filhos, a suas esposas.  Digam os que já viram apagar numa cabeça inclinada para a terra a beleza, o gênio, o heroísmo, ou o amor.  Digam os que assistiram, regelados, ao assentar da última pedra sobre o ataúde de um coração, pelo qual dariam o seu.  Digam que outra é, nesses transes, a vibração do peito despedaçado, senão esta: o sentimento da perda irrevogável.  Quem, senão Deus mesmo, nesse soçobro final de todas as esperanças, poderia evocar do abismo taciturno, onde só se ouve o cair da terra sobre os mortos, esta alegria, este alvoroço, este azul, esta irradiação resplandecente, este dia infinito, a ressurreição?

   Ressurgir! Deus nosso, tu só poderias ser o poeta desse cântico, mais maravilhoso que a criação inteira: só tu poderias extrair da angústia do Getsêmani e das torturas do Gólgota a placidez, a transparência, a segurança deste consolo, dos teus espinhos esta suavidade, dos teus cravos esta carícia, da mirra amarga este favo, do teu abandono este amparo supremo, do teu sangue vertido a reconciliação com o sofrimento, a intuição das virtudes benfazejas da dor, o prazer inefável da clemência, divino sabor da caridade, a prelibação da tua presença nesta alvorada, o paraíso da ressurreição.

   Ressurgir! Tu ressurges todos os dias, com a mesma periodicidade, com quem se renovam os teus benefícios e as magnificências de tua obra.

   Nega-te a nossa maldade.  Nega-te a nossa presunção. Nega-te a nossa ignorância.  Nega-te o nosso saber.  Mas de cada negação te reergues, deixando vazios os argumentos, que te negavam, como o túmulo, onde dormiste outora um momento, para reviver dentre os finados.  Entre o termo de um século assombroso e o começo de um século impenetrável, essa ciência, que te pretende remover para o domínio das lendas, surpreende-se agora deslumbrada na região do maravilhoso, onde parecem tocar as coisas da terra com as do céu, em pleno amanhecer de uma criação nova, sobre a qual pairavas no princípio dos tempos, e de cujo caos, decifrando os problemas humanos, emergirá outra vez a tua palavra, dardejando em plena ressurreição.

   Ressurgir! Senhor, por que nos deste uma língua tão pobre na gratidão? Todos os que já descemos a segunda vertente da vida, e deixamos de nós ao gênero humano os frutos vivos, que nos deste, somos levados a pensar no que seria a passagem da terra para aqueles, a quem ainda não tinhas dado na tua a imagem da ressurreição.  Iam-se os homens então com as folhas secas das árvores, precedendo-se, seguindo-se uns aos outros na continuidade estéril da queda, no irremediável do seu termo silencioso. Os pais geravam para a morte.  As mães amamentavam para o túmulo.  Bem haja o sacrifício e a crença daquele, que nos resgatou deste sombrio destino a paternidade, e nos permite hoje a bem-aventurança de beijarmos nossos filhos, na certeza de os havermos criado para a vida nova, a tua ressurreição.

   Assim, Senhor, quisessem ressurgir em ti os povos, que não te creem.  A esses em vão procuramos dar com o aparato dos códigos humanosa lei, a ordem, a liberdade.  Sua sorte é extinguirem-se, porque não tiveram fé, e não sentem a religião do Ressurgido, que não é só o evangelho das almas regeneradas, mas a boa nova das nações fortes.  Essas observarão a terra a bem do gênero humano, enquanto as outras acabarão com raças de passagem.  E por sobre o futuro, que há de ser a tua glorificação, na voz das criaturas e dos céus se ouvirão para sempre os hosanas do teu triunfo: Ressurgiu!

                  Fonte: Wikisource, a biblioteca livre 



Escrito por José luiz às 19h39
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   " O intelectualismo isolado é como o luar, porque é uma luz sem calor, uma luz secundária refletida por um mundo morto... a lua é completamente racional; a lua é mãe dos lunáticos, e a todos eles deu o seu nome".

                                                                                                   G. K. Chesterton



Escrito por José luiz às 18h42
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O santo licor

   Há 7.000 anos, às margens das montanhas do Cáucaso, nascia a primeira vinha selvagem. Cultivada na Mesopotâmia ( na região do atual Iraque), suas sementes se espalharam por toda a Bacia Mediterrânica, cruzaram o oceano e ganharam os solos europeus e americanos.

   No livro "Vinho", Jean-François Gautier traça a história desta bebida milenar, consumida tanto nos funerais egípcios como nos simpósios gregos.

   Não é nenhuma novidade o fato de o vinho ter ralação intrínseca com as religiões. Os egípcios, assim como os romanos, utilizaram-no em seus rituais.  Em Caná da Galiléia, o Senhor Jesus realiza o milagre da transubstanciação da água em vinho. (João 2,1-12).

   São Bento de Núrsia (480d.C), estabelece como regra que beber vinho sem moderação, ou seja, a "bebedeira" mesmo, consiste em pecado mortal. Esse posicionamento  é fundamentado nas Sagradas Escrituras.

   Vale destacar que no livro do pofeta Isaías, a embriaguez é repreendida; " Ai daqueles que desde a manhã procuram a bebida, e que se retardam à noite nas excitações do vinho! Amantes da cítara e da harpa, do tamborim e da flauta, e dos vinhos em seus banquetes, mas para as obras do Senhor não têm um olhar sequer e não enxergam as obras de suas mãos". (Is 5,11)

   Em Gálatas (5,21), a embriaguez consiste em obstáculo para a salvação: "As obras da carne são estas; fornicação, brigas, ciúme, bebedeira e outras coisas semelhantes; os que praticarem não herdarão o Reino de Deus".

   A partir do século 9, os vinhedos começavam a cobrir os solos das províncias francesas. Algumas ordens religiosas como a dos beneditinos cultivavam a vinha para produção do vinho, com o objetivo de representar, na missa, o Sangue de Cristo.

   Existe uma rica simbologia referente ao vinho: lembra o sangue dos santos mártires da Igreja Católica perseguidos por causa da sua fé. Denota o sangue derramado nas mais diversas situações de martírio.

   A ocorrência de maior consumo de vinho, na França, se deu, segundo Gautier, no século 18, cujos incentivos fiscais partiram do próprio governo, havendo oscilações nos séculos subseqüentes. Paralelamente ao consumo social desta bebida, os reflexos do alcoolismo estão registrados na literatura desse período, inclusive nos escritos do indecente Émile Zola.

   Devido ao desenvolvimento das ferrovias, a França notabilizou-se como grande exportadora desse produto, sendo que, entre os destinatários, dominavam os nobres europeus.

   Na Europa, especialmente na França, a partir dos anos 60, do século 20, houve veloz redução quanto ao consumo de vinho, ocorrendo a substituição por refrigerantes e similares. Motivou este fato a estratégia governamental de propaganda contra o produto. A presença do vinho no continete americano, se deveu à ação dos missionários cristãos e aos colonizadores que, por motivos distintos, trouxeram essa muda mítica, ou seja, o "santo licor" para essas terras americanas.



Escrito por José luiz às 20h50
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Arte gótica

   O medievalista Georges Duby, situa o período entre a metade do século XII até 1320 "como a época clássica da Idade Média ocidental, como o momento em que, na Europa, a civilização medieval atingiu o apogeu e encontrou o equilíbrio".

   É uma época marcada pela expansão do comércio e das universidades onde os conhecimentos universais são classificados, um tempo em que a moeda adquiri maior importância, além da tímida difusão da literatura na civilização francesa.

   Nesse contexto, a arte gótica surge no século XII, na França. Depois, propagou-se pela Europa. Era uma arte das cidades, testemunho do ascenso da burguesia e da expansão das igrejas urbanas, diz Duby.

   O gótico tinha um sentido depreciativo. Essa arte foi, pouco a pouco, ganhando espaço.

      Arquitetura

   A grandeza desse estilo alcançou esplendor na arquitetura religiosa. No livro O Gótico, Clemens Schmidlin e Caroline Eva Gerner situam o início do estilo gótico com a construção da Abadia dos beneditinos de Saint-Denis, nos arredores de Paris. Planejada pelo Abade Suger, começou a ser construída em 1137.

   O gótico teve lugar nos estados alemães um século depois do seu  surgimento na França, segundo os autores. catedral de Colónia, iniciada em 1248 e terminada no século XIX

   As catedrais francesas do século  XIII inspiraram os mestre-de-obras das catedrais de Colónia e de Estrasburgo, ambas pertencentes ao gótico tardio.

 

Catedral de Friburgo, iniciada por volta do ano 1200

   Na Itália, o estilo não vingou muito. Em algumas regiões, o gótico se mescla com elementos românicos e bizantinos.

   Catedral de Santa Maria del Fiore

   iniciada em1296

          Vidros coloridos

  

   Os vitrais coloridos, formando figuras e desenhos foram muito utilizados nas catedrais góticas, principalmente na Sainte- Chapelle, Paris e Notre-Dame de Chartres. Em seu livro "O que dizem os vitrais"?, Hélio Requena da Conceição mostra que "o objetivo de narrar através das imagens é instruir os fiéis, principalmente a população pobre que não tinha condições de ler".

   A pintura sobre vidro era utilizada para narrar os acontecimentos bíblicos e a vida dos santos. As principais cores são azul e vermelho, complementadas com amarelo e branco.

          Pintura

   A pintura gótica retrata os aspectos da vida social. Os temas religiosos eram constantes. A Anunciação do arcanjo Gabriel a Virgem Maria foi um tema muito explorado.

   Fra Angelico pertencia à Ordem Dominicana. Homem simples e fervoroso cristão, colocou sua arte a serviço de Deus. Em suas obras, não há lugar para elementos trágicos, e sim  o perdão.               

     

    



Escrito por José luiz às 20h43
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O Homem que não vendeu sua alma

     

      Dia desses revi "O Homem que não vendeu sua alma", um filme bastante conhecido sobre a vida de Thomas More. Fiél aos princípios do catolicismo, em 1529 é escolhido chanceler da Inglaterra e nega-se a apoiar o desejo do monarca de se divorciar de Catarina de Aragão, a fim de poder se casar com Ana Bolena. Três anos depois é demitido por não concordar com a subordinação do clero ao monarca inglês. O filme é um belo exemplo de um homem que manteve-se fiél a Deus e que não traiu a sua consciência. Com base nas mentiras de um tal Richard Rich, Thomas More é processado e condenado à morte.

      Vale lembrar que Henrique VIII não tolerava que nenhuma de suas aspirações fosse negada. Movido por interesses pessoais, executava todos aqueles que frustravam seus desejos.

      Henrique VIII teve seis esposas. Casou-se com Catarina de Aragão, filha dos reis espanhóis Fernando e Isabel de Castela. Durante o longo período de matrimônio, mais de vinte anos, tiveram uma filha. Depois de várias tentativas de gerar um herdeiro do sexo masculino, apaixona-se por Ana Bolena. O Papa lhe negou o divórcio e ainda não divorciado, Henrique VIII casou-se com Ana Bolena, secretamente, e nasce a futura rainha Elizabeth.

      Depois de perder seu bebê, um menino, Ana também não escapou da ira do rei. Ele decide que seu segundo casamento também não é válido, alegando que fora seduzido por bruxaria. Thomas Cromwell, conselheiro do rei organizava seus espiões para coletar provas falsas de traição por parte de Ana.

      Presa, Ana Bolena é julgada por adultério, e condenada. O mesmo Cromwell, principal ministro de Henrique distribuia subornos para persuadir o Parlamento a apoiar o divórcio do rei. O Parlamento aprovou leis que rompiam os laços entre a Igreja da Inglaterra e a de Roma.

     

      Filme: O Homem que não vendeu sua alma ( 1966)  (117 minutos)

      Direção: Fred Zinnemann

      Atores: Paul Scofield (T. More), Robert Shaw (HenriqueVIII), Orson Welles, Vanessa Redgrave

     -Baseado na peça teatral de Robert Bolt, encenada em Londres, em 1960

     -Premiado com 6 Oscars em 1967: melhor filme, melhor diretor, melhor ator, melhor fotografia, melhor roteiro, melhores figurinos

       " O filme retrata um momento que é um divisor de águas na história da Inglaterra: a ruptura com o Vaticano. A causa - ou o pretexto - é o desejo de Henrique VIII de se divorciar de Catarina de Aragão ( filha do rei da Espanha) para se casar com Ana Bolena, dama de honra da Rainha. "O Homem que não vendeu sua alma" é o chanceler e filósofo Thomas More ( ou Morus) que entra em confronto com o Rei. A excepcional cenografia reproduz com esmero a Inglaterra do século XVI" ( Set-guia especial-1995-pag.98)

     



Escrito por José luiz às 16h40
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Por quê ?

      Por que será que uns guardam, e outros esperdiçam ? que uns não saem da sua renda, e outros a excedem ? que uns abusam do crédito, e outros só o tentam seguros dos seus meios ? que uns só se entregam a negócios regulares, e outros se expõem a temeridades ? que uns não admitem senão transações limpas, e outros escrupulizam com as duvidosas ? que uns não olham à honestidade nos lucros, e outros recusem os lucros desonestos ?

                                                                                                                                Rui Barbosa



Escrito por José luiz às 20h01
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Tartarugas podem voar

     

     " Tartarugas podem voar " é um filme que retrata a trágica situação dos moradores de uma aldeia curda no Iraque, na fronteira entre o Irã e a Turquia, poucos dias antes da invasão norte-americana.

       O cineasta curdo-iraniano, Bahman Ghobadi, coloca em foco, de maneira nua e crua, a realidade desoladora e cruel dos refugiados curdos iraquianos, vitimados pela ditadura de Saddam Hussein.

       Os curdos não possuem um território e atualmente estão espalhados entre Turquia, Irã, Iraque e Síria. Durante o século XX sofreram fortes repressões, em conseqüência das constantes lutas por autonomia.

       A Turquia reprimiu violentamente qualquer forma de independência desse povo, que eram classificados "os turcos da montanha". Qualquer tentativa de autonomia era vetada, impedindo essa população de falar o próprio idioma. Tal fato se arrasta desde 1.920 até os dias atuais.

       No Iraque, os curdos também não escaparam das opressões, onde foram vítimas de armas químicas. O PKK - Partidos dos Trabalhadores do Curdistão - é uma organização de esquerda radical, cujos menbros praticam o terrorismo.

       Mas são as crianças, algumas delas com seus corpos mutilados, desarmando minas para vender e lutando pela sobrevivência, as principais protagonistas reais desta trama triste, chocante e reveladora.     



Escrito por José luiz às 18h05
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Equívoco

      Gostaria de fazer uma correção a respeito do meu texto anterior onde, utilizei a palavra "hacker" erroneamente.  Na mídia e popularmente, essa palavra é utilizada para designar criminosos virtuais.  Mas, pesquisando no google vi que o verdadeiro significado da palavra é: Aquele que utiliza todo o seu conhecimento para melhorar software de forma legal.  Nada tem a ver com programadores maliciosos. Conforme explicação do site Wikipédia.

      Peço desculpas pelo equívoco.



Escrito por José luiz às 17h08
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Sem Vestígios

      Sem Vestígios é um filme onde, Jennifer Marsh uma agente do FBI, investiga um perito em internet, que exibe em seu website assassinatos cruéis por ele cometido.  A vida das vítimas está nas mãos dos internautas, isto é, quanto mais acessado é seu website, mais depressa a vítima morre.

      Assim como no filme, muitos malfeitores utilizam a internet como uma ferramenta para exibir suas habilidades virtuais, sejam elas para obter algumas vantagens como, roubar senhas de banco e realizar grandes furtos, ou até mesmo difamar e denigrir pessoas.

      A exemplo deste fato, estava conversando com a minha sobrinha e ela relatou-me um caso ocorrido em seu colégio onde, o ex-namorado de uma aluna colocou na internet fotos maldosas a fim de, denegrir a imagem da jovem. Pelo fato de ela ser neta de um dos sócios de uma importante faculdade de Direito, o caso ganhou notoriedade, fazendo com que o sujeito realizasse diversos trabalhos entre eles, doações de cestas básicas.

      Esses dias ouvi o relato de um advogado e, segundo ele, quando esses hackers são liberados e voltam a viver em sociedade, sua integração no mercado de trabalho é bem mais fácil do que a de uma pessoa que cometeu um crime fora das telas de um computador.

      Os primeiros passos para a punição destes criminosos já foram dados mas, ainda caminham lentamente.

      Enquanto isso, a impunidade ainda serve de estímulo a essas mentes malévolas, que atuam da forma que querem, deixando vítimas e armadilhas e tentando aniquilar todos os vestígios.



Escrito por José luiz às 20h08
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Ipê-Amarelo

       ( autor desconhecido )



Escrito por José luiz às 20h53
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      Uma das finalistas do Prêmio Vivaleitura 2008, a ex catadora de papel Vanilda de Jesus Pereira, 45 anos, é responsável por um acervo de 22 mil livros de uma Biblioteca da favela de Paquetá, em Belo Horizonte (MG).

      Vanilda é filha de analfabetos, ela mesma só estudou até a 6a série . Aos 14 anos já trabalhava de babá para uma família. A patroa a demitiu após ver que ela lia um livro sem autorização.

      Não fosse isso, talvez a vida de Vanilda não se transformasse. Acabou comprando o livro A Escrava Isaura, porque precisava saber como terminava a história.

      Mais tarde, começou a ajudar crianças da região com o dever de casa e as doações de livros foram chegando em sua casa.

      Hoje, no galpão onde funciona a Biblioteca ainda são dadas aulas de reforço escolar e para preparação para o vestibular, tudo com a ajuda de voluntários e empresas da região.

      Da ex-patroa não guarda rancor algum e a vida, para mostrar como é sábia, fez da neta da mulher uma das voluntárias da biblioteca.

      Quantas vidas Vanilda não mudou nestes 20 anos ? Quantas vidas tocamos ao longo da vida e de alguma forma, transformarmos? Quantas pessoas os tocaram e nos mudaram para sempre?

      A ex-catadora diz que está fazendo a sua parte e deixa uma frase que martelou minha cabeça : "Se  a gente for esperar pelo outro, as coisas não acontecem".

      Seja gentil hoje, mesmo que o outro não seja. E se puder me fazer um agrado, doe um livro: para uma biblioteca comunitária, para a primeira pessoa que encontrar, para um amigo. "Esqueça" um livro em algum lugar, com um bilhetinho. E imagine quantas vidas mudaremos se esse livro nunca parar numa estante.

      Texto extraido da coluna Gentileza Gera Gentileza do jornal Cruzeiro do Sul

      http://www.jcruzeiro.com.br/



Escrito por José luiz às 20h19
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Uma noiva inconveniente

                            Porque o partido tentou derrubar o ministro da Saúde - e porque ele não caiu

      A tentativa de fritura do ministro da Saúde , José Gomes Temporão, por seu próprio partido deu uma boa idéia do crescente atrevimento do PMDB.

      Grande vencedora das eleições municipais e maior integrante da base governista, a legenda mostrou que é "uma noiva cara, assanhada, insaciável e dada a chiliques", nas palavras de Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo. Tudo começou quando Temporão criticou a "corrupção" e a "baixa qualidade" da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), órgão do ministério que entre outras coisas cuida da saúde dos indígenas.

      As críticas de Temporão são adequadas, diga-se. A Funasa foi alvo de 157 auditorias e 83 sindicâncias em 2007. Este ano já passou por 149 verificações de irregularidades e 41 inquéritos. Em relação ao restante da população ela recebe quatro vezes mais dinheiro per capita para cuidar dos índios. Mas tem os piores resultados: a taxa de mortalidade entre crianças de até 5 anos no Brasil é de 5%: nas aldeias, 3,5%.

      A bancada peemedebista na Câmara, porém, que indicou o presidente da Funasa (Danilo Forte), irritou-se com as constatações do ministro e quis derrubá-lo. Na verdade o partido nunca aceitou que Temporão fosse contabilizado na sua cota de participação no governo, pois se trata de uma escolha do presidente Lula providencialmente apadrinhada pelo governador fluminense, Sérgio Cabral. Soma-se aí a tentativa de Temporão de interferir num tradicional feudo do partido- A Funasa - e pronto: a chapa esquentou.

      Lula garantiu seu pupilo no cargo. "Não sai. É meu ministro, afirmou. O PMDB recuou, temendo o olho grande do PT sobre a pasta. Depois de uma reunião entre Temporão e caciques do partido, o antes firibundo líder do PMDB na Câmara, Henrique Alves, saiu falando em "grande ministro" e entendimento sobre a Funasa.

      Mas que entendimento é possível "quando se fala de corrupção e interferência"? perguntou Dora Kramer, de O Estado de S. Paulo. Para ela Temporão "se nivelou por baixo" e "ficou no prejuízo". Para o PMDB não poderia haver solução mais satisfatória. Não conseguiu se livrar de Temporão, mas pôde assistir com deleite à autodestruição de uma boa imagem de homem público que a partir de agora passa a integrar de corpo e alma os estatutos daquela gafie... quer dizer, agremiação partidária".

      Fonte: Revista da Semana

      http://revistadasemana.abril.com.br/

     



Escrito por José luiz às 19h17
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Paladinos da liberdade

     

      Em seu livro intitulado " Capitalismo e Escravidão", o historiador britânico Eric Willams defende que os capitalistas estimularam a escravidão nas Ìndias Ocidentais; depois a destruíram. 

      No capítulo Os "Santos" e a Escravidão, o presente ensaio leva em conta o importante papel do humanitarismo na destruição do sistema escravista nas plantações inglesas do século 19.

      Os chamados humanitaristas formavam os grupos de panfletários, políticos, membros do Parlamento que tornaram público perante a sociedade inglesa da época a desumanidade e a injustiça da escravidão.

      Esses homens- apesar de alguns interesses comerciais que os envolveram nesta empreitada- lutaram pela liberdade dos escravos e sofreram perseguição e morte na luta pela abolição gradual da escravidão de seu tempo.

      Avançando para o século 20, encontramos biografias de homens dotados de espírito humanitário, que lutaram de corpo e alma por uma causa.

      Gandhi foi um desses espíritos humanitáristas que, com seu ideário de não-violência sonhava com uma Índia mais fraterna e investiu seus esforços em favor da descolonização da Ásia.

      Martin Luther King, discípulo de Gandhi, lutou nos tribunais e promoveu passeatas pacíficas contra a segregação racial nos EUA. Foi um lutador incansável, portador de um humanitarismo exemplar e nobre sentimento de justiça.

      Gorbachev, filho da burocracia do PC implementou reformas "a partir de cima", cujas mudanças respigaram no leste europeu dominado por Moscou. Contribuiu para o desmantelamento do aparelho militar soviético. Suas reformas políticas recuperaram os direitos políticos, econômicos e sociais dos soviéticos, opromidos durante o longo período de ditadura stalinista. Além disso, tolerava eleições diretas nas repúblicas, admitiu greves e o sol da liberdade foi aos poucos nascendo sobre os soviéticos. Embora Gorbachev fosse totalmente diferente dos humanitaristas citados anteriormente.

      Yeltsin tornou-se o primeiro Presidente da Rússia em 1991. Apesar do fracasso dos seus planos no campo da economia que trouxeram graves problemas sociais, lutou com coragem contra a volta do domínio do PC. Naquele ano, Yeltsin subiu em cima de um tanque e ergeu o punho num gesto de desafio contra os soviéticos que haviam planejado um golpe para derrubá-lo do poder.

      Um gesto parecido se deu dois anos antes na China, quando um jovem chinês parou em frente a uma fileira de tanques de guerra no meio da avenida de Pequim, durante protestos de manifestantes contra os abusos do PC chinês e da caótica situação econômica que a China atravessava.

      A liberdade foi negada em todos os tempos para muitos povos. Em nome dela alguns países saíram de uma ditadura e entraram em outra, às vezes com o propósito de acelerar certas mudanças ou mesmo a fim de causar grandes rupturas. Em nome dela muitos não preferiram a atitude de passividade e sedimentaram os caminhos que mudaram os rumos da história, onde a luta pela liberdade, igualdade e direitos tornou-se uma batalha de todos e de cada um dia após dia.



Escrito por José luiz às 16h07
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