Pensando e Rabiscando


Paladinos da liberdade

     

      Em seu livro intitulado " Capitalismo e Escravidão", o historiador britânico Eric Willams defende que os capitalistas estimularam a escravidão nas Ìndias Ocidentais; depois a destruíram. 

      No capítulo Os "Santos" e a Escravidão, o presente ensaio leva em conta o importante papel do humanitarismo na destruição do sistema escravista nas plantações inglesas do século 19.

      Os chamados humanitaristas formavam os grupos de panfletários, políticos, membros do Parlamento que tornaram público perante a sociedade inglesa da época a desumanidade e a injustiça da escravidão.

      Esses homens- apesar de alguns interesses comerciais que os envolveram nesta empreitada- lutaram pela liberdade dos escravos e sofreram perseguição e morte na luta pela abolição gradual da escravidão de seu tempo.

      Avançando para o século 20, encontramos biografias de homens dotados de espírito humanitário, que lutaram de corpo e alma por uma causa.

      Gandhi foi um desses espíritos humanitáristas que, com seu ideário de não-violência sonhava com uma Índia mais fraterna e investiu seus esforços em favor da descolonização da Ásia.

      Martin Luther King, discípulo de Gandhi, lutou nos tribunais e promoveu passeatas pacíficas contra a segregação racial nos EUA. Foi um lutador incansável, portador de um humanitarismo exemplar e nobre sentimento de justiça.

      Gorbachev, filho da burocracia do PC implementou reformas "a partir de cima", cujas mudanças respigaram no leste europeu dominado por Moscou. Contribuiu para o desmantelamento do aparelho militar soviético. Suas reformas políticas recuperaram os direitos políticos, econômicos e sociais dos soviéticos, opromidos durante o longo período de ditadura stalinista. Além disso, tolerava eleições diretas nas repúblicas, admitiu greves e o sol da liberdade foi aos poucos nascendo sobre os soviéticos. Embora Gorbachev fosse totalmente diferente dos humanitaristas citados anteriormente.

      Yeltsin tornou-se o primeiro Presidente da Rússia em 1991. Apesar do fracasso dos seus planos no campo da economia que trouxeram graves problemas sociais, lutou com coragem contra a volta do domínio do PC. Naquele ano, Yeltsin subiu em cima de um tanque e ergeu o punho num gesto de desafio contra os soviéticos que haviam planejado um golpe para derrubá-lo do poder.

      Um gesto parecido se deu dois anos antes na China, quando um jovem chinês parou em frente a uma fileira de tanques de guerra no meio da avenida de Pequim, durante protestos de manifestantes contra os abusos do PC chinês e da caótica situação econômica que a China atravessava.

      A liberdade foi negada em todos os tempos para muitos povos. Em nome dela alguns países saíram de uma ditadura e entraram em outra, às vezes com o propósito de acelerar certas mudanças ou mesmo a fim de causar grandes rupturas. Em nome dela muitos não preferiram a atitude de passividade e sedimentaram os caminhos que mudaram os rumos da história, onde a luta pela liberdade, igualdade e direitos tornou-se uma batalha de todos e de cada um dia após dia.



Escrito por José luiz às 16h07
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